quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Super Nintendo Entertainment System


Super Nintendo Entertainment System - SNES

Super Nintendo Entertainment System (também conhecido como Super Nintendo, SNES e no Japão como Super Famicom), é um videogame lançado pela Nintendo em 1990 no Japão, 1991 nos EUA e 1992 na Europa. Seu código de modelo é SNS-001 e quando foi lançado para outros países e regiões, o código recebia a adição da sigla do país ou região.

Super Famicom

O console utiliza uma CPU 65C816 de 16 Bits com uma freqüência de 3,58, 2,68, ou 1,79 MHz, que ocasionava constantes slowdowns em vários jogos.



O sucesso de sua venda foi superior a 50 milhões de unidades por todo o mundo. O SNES foi oficialmente descontinuado em 1999 nos Estados Unidos, e em Setembro de 2003, no Japão.



O Super NES e Super Famicom foram lançados com apenas alguns jogos, mas esses jogos foram bem recebidos no mercado. No Japão, apenas dois jogos. Os dois jogos no lançamento foram Super Mario World e F-Zero. O primeiro, estrelado pelo mascote Mario, costumava acompanhar o console nas vendas e contabilizou 20 milhões de cópias. O segundo contabilizou 2,85 milhões e deu início a mais uma série da Nintendo. Na América do Norte, Super Mario World e outros títulos iniciais incluindo F-Zero, Pilotwings (ambos demonstraram a capacidade de renderização pseudo-3D do console "Mode 7"), SimCity e Gradius III. 

História

Tudo começou quando a NEC decidiu competir com o famoso NES. Sendo assim, lançou o videogame TurboGrafx-16 em Outubro de 1987. Já a SEGA, lançou o videogame Mega Drive em 1988.



Como os dois videogames tinham processadores de 16-bits, mais avançados que o famoso NES, a Nintendo decidiu unir as forças para lançar um videogame com novo sistema, sendo assim o sucessor do Nintendo (Famicom no Japão) batizado com o nome de Super Nintendo (Super Famicom no Japão).



Fora lançado ao fim de 1990 no Japão, nos EUA em Novembro de 1991 e depois em 1992 na Europa.
A versão européia do console (lançado em 1992) é visualmente idêntica ao modelo japonês. O controle também é praticamente idêntico, com botões coloridos. Porém na Europa o sistema de cores do console é PAL, enquanto no Japão é SECAM e Estados Unidos é NTSC.


No Brasil, chegou oficialmente apenas no fim de 1993, lançado pela Playtronic (uma joint-venture entre duas empresas, a Gradiente e a Estrela), representante oficial da Nintendo no país na época. Já em versão transcodificada para PAL-M. Inclusive sendo fabricado por muitos anos em Manaus, até a saída da Gradiente do ramo, em 2003.

A Nintendo garantiu seu sucesso no Japão especialmente por manter velhos parceiros, como Capcom, Konami, Tecmo, Square, Koei, Midway e Enix, que mantinham a exclusividade da Nintendo de séries como Mega Man, Final Fantasy e Dragon Quest. Nos Estados Unidos, o Super NES começou cambaleando, mas logo ultrapassou em vendas seu principal concorrente, o Mega Drive, graças a jogos como Super Mario World, The Legend of Zelda: A Link to the Past, Street Fighter 2, Super Metroid, Mortal Kombat, e os jogos das séries Final Fantasy, Dragon Quest e Donkey Kong Country.

O Super NES, foi sucedido pelo Nintendo 64 em 1996 pela Nintendo.

Atualmente, utilizando emuladores como zSNES, Snes9X e uosnes, é possível emular os jogos de Super Nintendo no computador, com desempenho semelhante (Não perfeito e nem superior, porém com algumas vantagens, como Save State) ao console original.

Versões
 



Versão Americana
Versão Japonesa
Versão Europeia
Super Famicom JR.






SNES Model 2
Todas as versões do Super NES são predominantemente cinzas, embora o formato possa diferir. A versão original norte-americana possui dois interruptores roxos e um cavidade pressionável cinza-médio para ejetar cartuchos. As versões européia e japonesa são mais arredondadas, com botões e teclas rosa-choque. O norte-americano SNES 2 e o japonês Super Famicom Jr. são, ambos, menores e com contorno arredondado. Entretanto, os botões do SNES 2 são roxos enquanto os do Super Famicom Jr. são cinza-escuro.



Todas as versões possuem o encaixe para cartucho na parte superior, embora o formato deles sejam diferentes para se adequar a formatos distintos de cartucho. O conector possui 62,36 encaixes, entretanto muitos cartuchos utilizam apenas os 46 centrais. Todas as versões incorporam também duas portas de sete pinos para controles na parte frontal e uma saída para fonte de alimentação e uma para multi-conexão HDMI da Nintendo na parte traseira. O multi-conector é o mesmo usado mais tarde no Nintendo 64 e no GameCube e pode transmitir sinais RF, RGB, S-Video e vídeo composto.

Controle

Controle da versão Europeia
Seu formato básico incluía um direcional digital, 4 botões em cruz (A, B, X e Y), 2 botões na parte superior (R e L) e 2 botões ao centro (START e SELECT).


Foi o primeiro controle a trazer "botões de ombro" (shoulder buttons) nas bordas, chamados L e R (L''eft e R''ight - Esquerda e Direita). Geralmente são usados para movimentar a câmera de jogo, mas também possuem outras funções dependendo do jogo em questão. Todos os consoles seguintes copiaram esses botões.

Havia também uma peculiaridade nos botões em cruz. Os superiores (dado a inclinação da cruz), Y e X, possuíam formato côncavo, enquanto os inferiores convexo. Tal formato tornava a jogabilidade mais prazerosa em jogos como Super Mario World e Donkey Kong Country, em que o botão superior Y ficava permanentemente pressionado para dar velocidade, e o botão inferior era usado simultaneamente para outras funções.

A versão japonesa/européia do aparelho traz os botões em cruz em quatro cores diferentes: verde, azul, amarelo, vermelho, respectivamente aos botões Y, X, B e A, enquanto na versão norte-americana, os botões côncavos Y e X tinham coloração lilás e os botões convexos B e A azul marinho.

Especificações Técnicas


CPU

Western Design Center

CMD/GTE 65C816 customizado(CISC)

Frequência de clock:
1.79MHz, 2.68MHz ou 3.58 MHz (variável)

Barramento:

16 bits

GPU

Frequência de clock:
16 Bits
Memória de vídeo (Video RAM): 1 Megabit (128 KB)
Resolução: 512 pixels x 448 pixels; 256 x 224
Paleta de cores: 32 768 cores
Número máximo de cores na tela: 256
Tamanho máximo dos sprites: 128 x 128 pixels
Número máximo de sprites: 128 sprites


Áudio

Sony SPC700

8-Bit para controlar a DSP – clock 1.024MHz

Memória de som (Audio RAM): 0.5 Megabit (64 KB)

PCM (Pulse Code Modulator): 16-Bit

Som estéreo digital

Mídia
Capacidade Normal:
Cartucho 4MB+ 


Memória (RAM) Cache para o processador principal: 1 Megabit (128 KB)

Resposta do controle: 16 ms
Adaptador: entrada – 120 VAC, 60Hz, 17 Watts
Adaptador: saída – 10 VDC, 850ma (NTSC), 9 VAC (PAL)
Sistema de cores: NTSC (60Hz): EUA, Japão; PAL (50 Hz): Europa; PAL-M: Brasil;


Periféricos

O Super NES teve muitos acessórios:


    Super NES Mouse: lançado em 1992, é bastante semelhante a um mouse comum utilizado em computador. Tem dois botões e vem com um mousepad rígido para suporte. É ligado na mesma entrada do controle comum, e compatível com dezenas de jogos para Super NES. O mais conhecido deles é Mario Paint.

    Super Scope: arma de luz semelhante ao Nintendo Zapper do NES, foi lançada em 1992. Uma inovação sem fio e com mira telescópica.

    Super Game Boy: adaptador que permite jogar cartuchos de Game Boy no SNES. Alguns inclusive com suporte a cores.

    Satellaview: modem exclusivo do Japão, inserido na parte de baixo do console. Funcionou de 1995 a 2000.

    Chips auxiliares


Os chips vinham em alguns cartuchos e faziam uma grande diferença nos jogos, melhorando significativamente a parte gráfica e sonora:

        Super FX: Utilizado em Star Fox (o primeiro jogo eletrônico para video-game totalmente em três dimensões), Stunt Race FX e Vortex, que foram os primeiros jogos da história do video-game a funcionarem realmente em três dimensões;

        Super FX2: Utilizado em Doom e Yoshi's Island;

        Nintendo SA-1: Utilizado em Super Mario RPG, incrementando o efeito gráfico 3/4;

        Cx4: Utilizado em Megaman X2 e Megaman X3;

        DSP: Utilizado em Super Mario Kart e Pilotwings;

        DSP-4: Utilizado em Top Gear 3000;

        S-DD1: Utilizado em Street Fighter Alpha 2 e Star Ocean.

A Nintendo planejou um periférico de CD para o Super NES que iria se chamar Play Station (assim como o Sega CD para o Mega Drive), mas as negociações com Sony e Philips não funcionaram e as duas lançaram os próprios consoles baseados nos periféricos não lançados: PlayStation e CD-i respectivamente.
 

 


 
 




terça-feira, 6 de agosto de 2013

A Guerra do Golfo 1990-1991




No topo: Formação de aviões norte-americanos (2x F-16, 2x F-15C, 1x F-15E) voando sobre os poços de petróleo Kuwaitianos em chamas. No meio à esq.: veículo de engenharia M728. No meio à dir.: Soldados Britânicos. Em baixo à esq.: veículos Iraquianos destruídos na "rodovia da morte". Em baixo à dir.: veiculo a ser atingido (imagem da câmara de aquisição de alvos da aeronave).
A Guerra do Golfo foi um conflito militar iniciado a 2 de agosto de 1990 na região do Golfo Pérsico, com a invasão do Kuwait por tropas do Iraque. Esta guerra envolveu uma coalização de forças de países ocidentais liderados pelos Estados Unidos e Grã-Bretanha e países do Médio Oriente, como a Arábia Saudita e o Egito, contra o Iraque.

Foi marcada pelo início da correspondência jornalística nas linhas de frente do combate ao vivo, com a primazia da rede americana CNN. A guerra também ganhou a alcunha de Guerra do Video Game após a conhecida difusão diária de imagens a bordo de aviões-bombardeiro americanos durante a Operação Tempestade no Deserto.
 

Causas da Guerra

 

Em julho de 1990, Saddam Hussein, então presidente do Iraque, acusou o Kuwait de causar a queda dos preços do petróleo e retomou antigas questões de limites territoriais, além de exigir indenizações. Como o Kuwait não cedeu, em 2 de agosto de 1990, tropas iraquianas invadiram o Kuwait, com a exigência do presidente Saddam Hussein de controlar seus vastos e valiosos campos de petróleo. Este acontecimento provocou uma reação imediata da comunidade internacional.

Os bens do Emirados Árabes foram bloqueados no exterior e a ONU condenou a invasão. Dois dias após a invasão (4 de agosto), cerca de 6 mil cidadãos ocidentais foram feitos reféns e conduzidos ao Iraque, onde alguns deles foram colocados em áreas estratégicas. Nesse dia, o Conselho de Segurança da ONU impôs o boicote comercial, financeiro e militar ao Iraque. Em 28 de agosto, Saddam respondeu a essa decisão com a anexação do Kuwait como a 19ª província do Iraque
Soldado Britânico na Guerra do Golfo

Perante o desenvolvimento do conflito, a ONU, em 29 de novembro, autorizou o uso da força, caso o Iraque não abandonasse o território do Kuwait até 15 de janeiro de 1991. Uma coalizão de 29 países, liderada pelos Estados Unidos foi mobilizada.

A atividade diplomática intensa fracassou, e em 17 de janeiro de 1991 um massivo ataque aéreo foi iniciado. Do conjunto de nações participantes, destacam-se os Estados Unidos, a Grã-Bretanha, a França, a Arábia Saudita, o Egito e a Síria. Quase no limite do prazo dado pela ONU para a retirada do Kuwait, o Irã e a União Soviética fizeram um último esforço pela paz. 

Desenrolar da Guerra


Durante uma década o Iraque fora um aliado do Ocidente na guerra contra o Irã (1980-1988), um conflito que, para o líder iraquiano, parecia trazer uma excelente oportunidade para tirar dividendos dos países que havia protegido. O Iraque começou por invadir o Norte do Kuwait, para ter um acesso mais rápido ao mar, mas fracassou, embora não desistisse dos seus intentos.

O então presidente norte-americano George Bush visita as tropas norte-americanas na Arábia Saudita em 22 de novembro de 1990 (Dia de Ação de Graças).
A riqueza do Kuwait era a saída ideal para a salvação das finanças do país e possibilitava o sonho de unir o mundo árabe em seu proveito, uma ideia que justificava com o passado glorioso dos Califas de Bagdá e com o apelo à hostilidade contra o velho inimigo israelita. Saddam Hussein tinha os meios para agir. Possuía um exército bem apetrechado, sentia-se apoiado pela população e contava com a falta de interesse do mundo ocidental.
Mapa dos países que integraram a coalizão contra o Iraque

Ao contrário do que esperava, a comunidade internacional reagiu de imediato, e de uma forma bastante firme, à ofensiva iraquiana. Foram enviadas para a Arábia Saudita e para o Golfo Pérsico forças aliadas de cerca de 750.000 homens (lideradas pelos EUA, apoiadas pela ONU, pela OTAN e por outros Estados árabes) acompanhados de carros blindados, aviões e navios. 

Operação Tempestado no Deserto

Operação Tempestade no Deserto
Em 25 de janeiro, as forças aliadas que haviam estabelecido a supremacia aérea, bombardeando as forças iraquianas que não podiam abrigar-se nos desertos do sul do Iraque. As forças da ONU, sob as ordens do comandante-em-chefe, general Norman Schwarzkopf, desencadearam a denominada "Operação Tempestade no Deserto" (nome por que ficou conhecida), que durou de 25 a 28 de fevereiro, na qual as forças iraquianas sofreram fragorosa derrota. No final da operação, o Kuwait foi libertado.

Armamentos, Equipamentos e Estratégias 

 


Aviões da USAF voando sobre os incêndios de poços de petróleo no Kuwait.

Fuzileiros Navais norte-americanos no Iraque.
Pelo lado aliado, a guerra contou com importante equipamento eletrônico, principalmente os caças F-117, bombas guiadas a laser e mísseis teleguiados. O sistema de defesa iraquiano, que incluía armas químicas e biológicas, e foi planejadamente destruído por mísseis ar-terra. O Iraque não usou, como ameaçara, o gás de combate.
Os mísseis SCUD que mandara lançar sobre Israel também falharam o seu intento de fazer com que este país entrasse no conflito, por forma a reunir o apoio das nações árabes. A superioridade tecnológica do Ocidente era avassaladora. Saddam estava isolado e em pouco tempo foi derrotado.
 

Invasão e ocupação do Iraque em 2003

 
A invasão do Iraque em 2003, chamada de Operation Iraqi Freedom (OIF) ou Operação Iraque Livre, pode ser considerada como uma continuação da guerra de 1991.

Este conflito reforçou a determinação e influência militar dos Estados Unidos, que foram os protagonistas da vitória contra o Iraque. Depois do 11 de Setembro de 2001, os Estados Unidos e os aliados ocidentais prepararam-se para um novo conflito em grande escala, centrado numa invasão do Iraque em 2003, ignorando as resoluções do Conselho de Segurança da ONU. Saddam Hussein foi derrotado e, mais tarde, capturado pelas tropas americanas e condenado à morte após julgamento promovidos pelos americanos e realizado em seu próprio país. Saddam foi enforcado no dia 31 de Dezembro de 2006.